Você quer a verdade nua e crua? Então, vamos lá: creme anticelulite não faz milagre sozinho! Não emagrece nem vale por uma lipo. “Mas é uma boa opção para tratar a pele com celulite em grau I e II (onde há depressões mais superficiais e em pouca quantidade) e coadjuvante necessário dos procedimentos estéticos feitos nos consultórios em quadros mais avançados”, diz Doris Hexsel, dermatologista do Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia, em Porto Alegre.
Não é à toa: os furinhos que tiram a gente do sério têm diversas causas – alterações hormonais, flacidez, gordura localizada, retenção líquida, má circulação – e, justamente por isso, demandam uma abordagem multidisciplinar. “Isso significa que o problema deve ser atacado em diversas frentes – o creme é uma delas. Com o tratamento tópico, a diferença vai aparecer principalmente na qualidade da pele. Dá para perceber melhora na textura, na hidratação e no relevo, ou seja, aquele aspecto de casca de laranja fica suavizado”, explica a médica.
Os Cremes Compensam
Eles podem custar caro, a gente sabe. Mesmo assim, valem o investimento. A nova geração dos cremes anticelulite conta com substâncias ativas capazes de promover a quebra de gordura, melhorar a firmeza e estimular a circulação. Além disso, também procuram garantir que aquele ativo penetre até o local desejado para funcionar perfeitamente. Algumas marcas ainda oferecem um efeito imediato: polímeros refletores de luz causam a impressão de que o relevo do bumbum ou das coxas está mais uniforme. Por fim, mas não menos importante, as texturas dos produtos estão cada vez mais agradáveis. São rapidamente absorvidas e não deixam o corpo melecado. Isso é fundamental para que você não desista de usar o produto.
De olho no rótulo: conheça os principais ativos
Um bom creme tem que agir na quebra das células de gordura, facilitar a circulação e aumentar a firmeza da pele. Veja como os principais ativos atuam para isso. "Geralmente, eles estão associados, pois em conjunto funcionam melhor", diz Adilson Costa, dermatologista de São Paulo
Cafeína:
É o ativo mais consagrado por estudos científicos, pois inibe uma enzima responsável pelo estoque de gordura nas células. Está sendo associada a outras substâncias, como o forskolin, o manganês ou a rutina, para facilitar a penetração até a camada de gordura.
Retinol:
Renova as células superficiais da pele, deixando-a mais fina, o que facilita a penetração do produto. Também estimula a produção de colágeno. Por isso, funciona bem para quadros de celulite com flacidez.
Carnitina:
Aminoácido que tem a função de estimular as mitocôndrias (unidades de energia da célula) a fim de acelerar o processo de quebra de gordura. Ideal para graus leves de celulite.
Elastinol+R:
Uma proteína fibrosa presente no organismo que deve ser reposta para não perdermos a elasticidade e a firmeza da pele. Bom para aquelas ondulações sutis.
Xantoxilina:
Trata-se de uma molécula encontrada num tipo de pimenta capaz de estimular o mecanismo de quebra de gordura dentro das células. Indicado para todos os graus de celulite.
Extratos botânicos:
Centelha asiática, gingko biloba, ruscus, castanha-da-índia, vitis vinifera (extrato de uva), entre outras substâncias extraídas de plantas, melhoram a circulação local, combatendo a retenção líquida – bom para quem sente a área afetada pela celulite inchada, quente e dolorida. Geralmente, não estão sozinhos, mas combinados a outros ativos que quebram a gordura.
Fonte: Revista Boa Forma

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